Sabores tradicionais (I)

Uma das entradas que mais gosto de colocar na mesa quando recebo pessoas em casa, sejam amigos ou família, é uma combinação muito simples de sabores tradicionais que me apelam a memórias de infância: azeite com pão alentejano e/ou broa de milho! Ou não fosse eu descendente de alentejanos!!!

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O azeite privilegiado cá em casa é o da Herdade do Esporão, que se encontra muito facilmente nas grandes superfícies comerciais.

Faz sempre um sucesso!!!

Lanches de Outono (I)

A companhia de amigos de longa data em casa numa tarde cinzenta e fria de Outono é sempre um bom motivo para fazer um lanche caseiro e quentinho, e ontem não foi exceção.

A acompanhar uma boa e animada conversa, que se estendeu até perto da hora de jantar, tivemos um bolo de iogurte com passas, ainda morno, e um chá de camomila, hortelã e canela, também ainda quente.

Aqui ficam as receitas, muito simples e muito práticas.

Bolo de iogurte com passas

Ingredientes:

2 iogurtes naturais

6 ovos

3 medidas de farinha (da caixa do iogurte)

3 medidas de açúcar amarelo

1/2 medida de óleo

passas a gosto

açúcar em pó para enfeitar

Confeção:

  1. Pré-aquece-se o forno a 180º, e unta-se uma forma redonda, sem buraco no meio, com margarina polvilhando-se depois com farinha.
  2. Numa taça para bater bolos juntam-se os ingredientes todos, com exceção das passas, pela ordem acima elencada, e bate-se tudo muito bem até a massa fazer bolhinhas.
  3. Quando a massa estiver bem batida, adiciona-se parte das passas e envolve-se com uma colher de pau.
  4. Seguidamente verte-se a massa na forma e colocam-se por cima mais algumas passas.
  5. Vai ao forno entre 30 a 35 minutos (fazer o teste do palito a partir dos 25 minutos, porque a cozedura pode variar de forno para forno).
  6. Quando estiver cozido, desenforma-se e polvilha-se com açúcar em pó para enfeitar.

 

Chá de camomila, hortelã e canela

Ingredientes:

1,5 litros de água a ferver (eu uso um jarro elétrico porque é mais rápido)

Quatro porções de chá de camomila em flor (dentro das bolinhas matálicas do chá) ou três pacotes de chá de camomila (eu uso as pirâmides da lipton)

dois ou três ramos pequenos de hortelã

1 pau de canela

2 colheres de sopa de açúcar mascavado (ou amarelo, em alternativa)

Confeção:

  1. Ferve-se a água, adicionam-se os ingredientes e mistura-se tudo bem.
  2. Deixa-se repousar entre 10 a 15 minutos e está pronto a servir.

Neste chá, ao contrário do que é habitual, usei as pirâmides da lipton porque não tinha camomila em flor, mas por norma prefiro usara flor seca.

 

Este foi o aspeto com que ficaram o bolo e o chá.

Os meus amigos gostaram muito do lanche.

E vocês??? Será que vão gostar?

 

 

Vadio

Sendo o “Canela em Pó” um blog dedicado às receitas que cozinho para as pessoas de quem gosto, também aqui há espaço para as bebidas que acompanham as referidas refeições.

Apesar de perceber muito pouco, ou quase nada, de vinhos, há uma característica que para mim é essencial: que o vinho seja bom.

E como é que eu sei se o vinho é bom, ou não? Simples: se for agradável ao paladar e se não deixar na garganta uma sensação de ter sido arranhada, então, para mim, é bom.

Se estou certa ou errada, não sei. A verdade é que até hoje, com estes critérios próprios, não tenho bebido muitos vinhos de que não goste (pelo menos depois de os provar a primeira vez). E hoje a sugestão que vos deixo é de um vinho que adoro e que, neste momento, faz parte do meu top 10 de vinhos preferidos – o Vadio.

 

Sendo eu uma fã de vinhos tintos, devo admitir que no que respeita ao Vadio a preferência é complicada de definir. Do tinto ao branco, passando pelo espumante, a escolha não é fácil.

Menos fácil ainda é encontrar este vinho à venda, no entanto, é fácil encomendar no site do Empório do Vinho.

Experimentem e depois contem como foi!!!

Risotto de cogumelos com alecrim

Este é um dos pratos que mais prazer me dá de cozinhar – em tom de brincadeira costumo dizer que fazer risotto é terapêutico e tranquilizante. Para além disso, é bastante simples e rápido, embora exija uma pequena preparação prévia.

 

Ingredientes: (para 4 pessoas)

1 chalota média ou duas pequenas

2 dentes de alho

1 knorr para arroz

1 folha de louro

Azeite q.b.

2 colheres de sopa de margarina

300 gramas de arroz carnaroli

1 copo de vinho branco

10 gramas de cogumelos shiitake desidratados

10 gramas de cogumelos orelhas de judas desidratados

10 gramas de cogumelos trompete desidratados

Queijo parmesão q.b. (eu prefiro ralado na altura em lascas grossas, mas o parmesão em pó também pode ser utilizado)

Alecrim fresco (a quantidade depende do paladar de cada um)

 

Confeção:

  1. Antes de começar a confeção do risotto é necessário preparar os cogumelos: primeiro colocam-se os cogumelos num recipiente com água quente e deixam-se hidratar durante 15 minutos; depois levam-se os cogumelos ao lume na água em que estiveram de molho com uma colher de chá de sal e, após levantar fervura, deixa-se cozer durante 10 minutos; por fim retiram-se os cogumelos e reserva-se a água.
  2. Picam-se finamente as chalotas e os alhos para uma caçarola, juntamente com o azeite, o louro, o caldo Knorr e uma colher de sopa de margarina. Deixa-se derreter o caldo Knorr e alourar as chalotas e os alhos, em lume brando e sem nunca parar de mexer.
  3. Seguidamente, coloca-se o arroz na caçarola e mexe-se até ficar translúcido. Quando o arroz atingir este ponto juntar o copo de vinho branco e deixar que o arroz absorva o líquido sem nunca parar de mexer.
  4. Quando o arroz tiver absorvido o vinho, colocar duas a três conchas da água onde foram cozidos os cogumelos. Repetir esta operação até que o arroz fique no ponto (eu gosto dele um pouco durinho).
  5. Quando o arroz estiver no ponto junta-se uma colher de sopa de margarina, os cogumelos e o alecrim, envolvendo tudo muito bem.
  6. Por fim, acrescenta-se o queijo parmesão, envolvendo-se, novamente, tudo muito bem.

E está pronto a servir!

Para quem, como eu, adora queijo, sugiro acrescentar um pouco mais de parmesão quando já estamos servidos!

Bom apetite

Canapés de salmão fumado e queijo creme com pimenta da Jamaica

Para mim, receber alguém em minha casa é um prazer imenso, e a escolha do menu é algo a que dou especial atenção e tento adequar aos meus convidados. E o jantar que aconteceu cá em casa esta semana não foi diferente.

A escolha dos outros pratos foi particularmente fácil, mas para entrada queria fazer algo novo, diferente do habitual. Depois de muito pensar resolvei fazer uma experiência. Há mais ou menos duas semana, mais coisa menos coisa, uma amiga disse-me onde podia encontrar pimenta da Jamaica, especiaria da qual já tinha ouvido falar bastante, mas que ainda não havia encontrado à venda (ou procurado o suficiente). Comprei no próprio dia e experimentei num molho de cogumelos e espinafres, cuja receita colocarei aqui num futuro próximo uma vez que ainda está a ser apurada, e o resultado agradou-me bastante.

Assim, resolvi usar pimenta da Jamaica numa entrada que não tem grande segredo e costuma agradar a quem prova – canapés de salmão fumado e queijo creme –, que sendo bastante saborosa, é facílima de fazer.

Ingredientes: (9 canapés)

100 gramas de salmão fumado

100 gramas de queijo creme (tipo philadelphia)

1 ½ de café de pimenta da Jamaica em pó

9 tostas redondas e finas (eu uso as da Bimbo)

Confeção:

  1. Mistura-se o queijo creme com a pimenta da Jamaica.
  2. Coloca-se a mistura anterior nas tostas (eu uso um saco de pasteleiro, mas com uma faca também se espalha na tosta com facilidade)
  3. Por fim, corta-se o salmão fumado em tiras, fazem-se rolinhos e coloca-se um em cada tosta com queijo.

Depois é só saborear!

Bom apetite!!!

Doces sabores de Outono

O Outono chegou e com ele chegaram as tardes frescas em que já começa a apetecer um lanche de fim-de-semana mais elaborado e quentinho. Nesta altura do ano as compotas começam a ser presença assídua cá em casa.

No fim-de semana que terminou ontem resolvi dedicar-me às compotas, algo que pode, à partida, parecer muito elaborado de fazer mas que, na verdade, até é bastante simples.

Chamo desde já a atenção para o facto de nestas duas compotas eu optar por manter a casca na fruta. Esta opção é fácil de explicar: na minha opinião o doce fica mais saboroso e com uma textura mais agradável. Mas descascar a fruta, ou não, é sempre opção de cada um. Outro ingrediente que influencia o sabor e os aspeto dos doces é o açúcar amarelo que confere às compotas uma tonalidade mais escura do que o açúcar branco e refinado.

Deixo-vos, então, as receitas de duas das minhas compotas preferidas. O grau de dificuldade é baixo e as receitas são muito semelhantes.

 

Compota de maçã e canela com moscatel

Ingredientes:

2 quilos de maçã

600 gramas de açúcar amarelo

3 paus de canela

2 colheres de sobremesa de canela em pó

250 ml de água

Sumo de 1 limão

2 cálices pequenos de vinho moscatel

 

Confeção

  1. Arranjam-se as maçãs retirando os caroços e cortando-as em cubos pequenos (com casca).
  2. Colocam-se as maçãs numa panela com 500 gramas de açúcar, 200 ml de água, 1 cálice de moscatel, o sumo do limão, os paus de canela e a canela em pó.
  3. Deixa-se ferver em lume brando, mexendo de vez em quando, durante mais ou menos 60 minutos, até atingir o ponto de estrada.
  4. Quando atinge o ponto de estrada, desligar o lume, separar dois terços do doce e passá-los com a varinha mágica.
  5. Seguidamente mistura-se o doce passado com o outro terço, mexe-se bem e adiciona-se 1 cálice de moscatel e 50 ml de água.
  6. Leva-se novamente a lume brando, deixando ferver durante mais 5 minutos sem nunca parar de mexer.
  7. Deixa-se arrefecer um pouco e coloca-se em frascos de vidro.

 

(Compota de maçã e canela com moscatel)

Compota de pera e noz com moscatel

Ingredientes:

2 quilos de pera

600 gramas de açúcar amarelo

250 ml de água

Sumo de 1 limão

150 gramas de nozes partidas em pedaços pequenos

2 cálices pequenos de vinho moscatel

 

Confeção

  1. Arranjam-se as peras retirando os caroços e cortando-as em cubos pequenos (com casca).
  2. Colocam-se as peras numa panela com 500 gramas de açúcar, 200 ml de água, 1 cálice de moscatel e o sumo do limão.
  3. Deixa-se ferver em lume brando, mexendo de vez em quando, durante mais ou menos 60 minutos, até atingir o ponto de estrada.
  4. Quando atinge o ponto de estrada, desligar o lume, separar dois terços do doce e passá-los com a varinha mágica.
  5. Seguidamente mistura-se o doce passado com o outro terço, mexe-se bem e adiciona-se 1 cálice de moscatel, 50 ml de água e as nozes.
  6. Leva-se novamente a lume brando, deixando ferver durante mais 5 minutos sem nunca parar de mexer.
  7. Deixa-se arrefecer um pouco e coloca-se em frascos de vidro.

Espero que gostem!

Bons lanches!

Cogumelos e pimentos gratinados com perfume de framboesa

Hoje estava um pouco indecisa sobre o que cozinhar para o almoço, especialmente por ter a companhia de uma amiga. Apetecia-me algo leve e saboroso, mas que não desse muito trabalho. Nestas situações opto quase sempre por cozinhar algo no forno, e assim foi.

A receita de hoje é algo que sirvo, normalmente, como entrada, mas hoje foi o prato principal.

Ingredientes: (para 4 pessoas)

4 Cogumelos brancos grandes

1 Embalagem de cogumelos pleurotos

1 Pimento encarnado

Oregãos

Mangericão fresco

Alecrim fresco

Flor de sal

Azeite

Vinagre de framboesa

2 Mozzarellas de bufala

Queijo Roquefort

Confeção:

  • Primeiro pré-aquecer o forno a 200º.
  • Enquanto o forno aquece lavam-se os cogumelos bem lavados e dispõem-se num pirex de ir ao forno (eu uso uma assadeira de barro, mas o pirex faz o mesmo efeito).
  • De seguida lava-se o pimento e corta-se em tiras largas, dispondo em redor dos cogumelos. (não é aconselhado colocar o pimento por cima dos cogumelos, uma vez que a finalidade não é misturar os dois sabores).
  • Dispostos os cogumelos e o pimento no pirex, colocam-se os oregãos, o mangericão e o alecrim.
  • Finalmente, rega-se o preparado anterior com azeite e com algumas gotas de vinagre de framboesa a gosto, e leva-se ao forno durante aproximadamente 25 minutos (pode variar consoante o forno e o tamanho dos cogumelos)

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(O aspeto do prato antes de ir ao forno é mais ou menos este)

  • Quando os cogumelos e os pimentos estiverem assados colocam-se as mozzarellas às rodelas em cima, e finaliza-se com o queijo roquefort ralado (eu utilizo um ralados largo, para as lascas de roquefort deixarem um sabor mais intenso. Convém ter alguma ponderação na quantidade de queijo roquefort que se utiliza – eu sou suspeita, porque adoro queijos, mas a intensidade caracteristica deste tipo de queijo específico pode ser demasiado forte para alguns paladares.
  • Leva-se ao forno entre 5 a 10 minutos para gratinar.

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(Este era o aspeto quando saiu do forno – costuma ficar mais gratinado)

Bom apetite!